segunda-feira, 15 de agosto de 2011

SEDE MENINO NA MALÍCIA, MAS ADULTO NO ENTENDIMENTO

O Evangelho de Mateus 18.1-3, descreve a Palavra que aproximaram-se de Jesus os seus discípulos, perguntando: Quem é, porventura, o maior no Reino dos Céus?
E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles, disse lhes: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como uma criança, de modo algum entrará no Reino dos Céus.
A grandeza da sabedoria do Mestre nos ensina que para herdarmos o Reino de Deus, é imprescindível o arrependimento, a conversão, que sejamos dotados de um coração semelhante ao de uma criança.
Ele exemplificou a pureza da criança, a qual é desprovida, de toda maldade, malícia, lascívia, prostituição, hipocrisia, engano, soberba, avareza, ciúmes, ira, idolatria, heresia, bebedice, glutonarias, vingança, e do vício, porque a criança é livre de todo sentimento faccioso que contamina o homem e o impede de alcançar a salvação.
Porque para herdarmos o Reino do Céu, necessário é nascer de novo, ser uma nova criatura, lavada e remida pelo sangue do nosso Redentor, estar liberto de todas essas coisas, viver em novidade de vida, em espírito de mansidão, bondade, caridade, paz, fé, benignidade, temperança e amor, ter um coração puro como de criança.
Mas, a Palavra em I Coríntios 14.20, alerta também para que não sejamos como meninos no entendimento, mas, meninos na malícia e adultos no entendimento, para não nos assemelharmos mais a meninos inconstantes, levados em redor por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente os inocentes (Efésios 4.14).
Quando criança, o que igualmente se aplica a nossa vida espiritual, somos naturalmente ingênuos, puros, sinceros e sensíveis ao aprendizado nas lições, isso nos leva a crer em tudo que nos ensinam, contudo, em nossa ingenuidade também podemos ser maliciosos, travessos, mas sem o dolo peculiar do adulto.
E como novos convertidos somos crianças na Palavra, e se há alguma malícia, é desprovida de conhecimento, assim como as crianças, julgamos tudo como se estivéssemos certos, mesmo sem compreensão, mas com o conhecimento da Verdade, concluímos o quanto erramos ao julgarmo-nos sábios em plena inocência, e sem base sólida para manter nossa posição perecemos, uma vez que precisamos conhecer bem o que defendemos e acreditamos.
Enquanto meninos, somos passivos de erro, mas chegado o tempo do amadurecimento, não podemos mais agir como meninos, pois, como filhos de Deus lavados no sangue do Cordeiro precisamos crescer em graça e sabedoria, para discernir bem as coisas espirituais. Vejamos:
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino (I Coríntios 13.11)
E emI Coríntios 2.14-16, relata a Palavra: Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.
Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido.
Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo?
Mas nós temos a mente de Cristo.
O alimento sólido dos filhos de Deus é a Palavra viva, pura e simples, e só com a mente de Cristo estaremos preparados para vencer o mundo. 
Hebreus 5.12-14, diz: Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos da Palavra de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite e não de sólido mantimento.
Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na Palavra da justiça, porque é menino. Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal.

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